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Flávio Pol – Institute of Navigation California State University, Fullerton

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Sou estudante de Engenharia Elétrica na FESP – Faculdade de Engenharia São Paulo e, quando cursava o quarto ano da graduação, participei de um intercâmbio do tipo graduação sanduíche pelo programa Ciência sem Fronteiras, oferecido pela Capes aos alunos das áreas prioritárias definidas pelo programa, entre elas Engenharia.

Ciências sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio de intercâmbios e da mobilidade internacional.

Dentre os requisitos exigidos pelo programa estão: ser aluno de excelência, possuir certificado de domínio de língua estrangeira do país de destino, ter nota acima da média no Exame Nacional de Ensino Médio – ENEM, entre outros. Após ser aprovado no programa, a etapa seguinte consistiu em preencher um aplicattion para poder ingressar nas universidades americanas. Nessa etapa obtive muita ajuda dos professores e coordenador de curso da FESP na elaboração das cartas de recomendação, redações e documentação.

Nos Estados Unidos tive a grande oportunidade de estudar em duas universidades: o primeiro semestre na Jackson State University, no Mississippi e, no semestre seguinte, na Carlifornia State University Fullerton, na Califórnia. O estágio de verão foi realizado no Institute of Navigation do departamento de Engenharia da última universidade citada.

A experiência que obtive com o intercâmbio foi fantástica. Além de melhorar o inglês e o conhecimento em engenharia, também tive um forte desenvolvimento pessoal e profissional. O intercâmbio me proporcionou conhecer outras áreas da Engenharia Elétrica que ainda não são muito exploradas no Brasil, entre elas, o estudo da indústria de microprocessadores. Nessa área aprendi sobre o design de circuitos integrados, microprocessadores e até os testes dos mesmos, o que envolveu estudo da nanotecnologia e microeletrônica, das técnicas de designpara obter menor consumo, manufatura e validação. As aulas foram ministradas por professores doutores das mais diversas nacionalidades e os colegas de sala de aula provinham de vários países.

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O estágio de verão, que faz parte do programa, foi na área de robótica na qual tive a oportunidade de aplicar o conhecimento das disciplinas de programação, sistemas digitais e de controle do curso de Engenharia Elétrica da FESP. O estágio consistia em construir o “Titan Rover” para competir na University Rover Challenge 2014, oferecido pela NASA a equipes universitárias do mundo todo. O robô foi projetado para se descolar por terrenos desconhecidos e ultrapassar obstáculos, em condições de iluminação e temperaturas variadas, hipoteticamente, por exemplo, no planeta Marte.

O Titan Rover tinha como principal tarefa auxiliar o astronauta nas atividades, entre elas operar válvulas, identificar objetos e recolher amostras. Um dos desafios era construir o Rover sem uso de sensores que dependessem do campo magnético da Terra ou do Sistema Posicionamento Global (GPS). Neste projeto, eu fui responsável pelo hardware e o software do braço robótico e da câmera de comando remoto. A equipe era multidisciplinar, formada por Engenheiros Elétricos e Mecânicos. Durante minha participação no verão de 2014, a equipe foi premiada com Ed Huizinga Innovative Idea/Best Multidisciplinary Project pela California State University Fullerton.

No geral, o intercâmbio me proporcionou uma excelente experiência de vida da cultura norte-americana e aprendi bastante sobre como lidar com pessoas de variadas nacionalidades. Os professores são bastante dedicados e dão atenção total ao aluno, indicando projetos de pesquisa inovadores como atividades extras e, com isto, os alunos enriquecem ainda mais seu conhecimento e experiência na área. O intercâmbio se tornou um diferencial no meu currículo e me proporciona muitas oportunidades na carreira de Engenharia Elétrica no Brasil.

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